QUEM SOU

Perfeccionismo e paixão por fotografia…

Me chamo Luiz Claudio. Sou fotógrafo autodidata, há 18 anos.

Tenho 40 anos de idade e sou casado com Janaína, uma linda mulher por quem sou apaixonado.

Tenho 04 filhos, Anna e Davi, Matheus e Samuel.

Evangélico há 7 anos, graças a Deus, meu Senhor.

Morando em Teixeira de Freitas/BA há 08 anos, já me sinto meio baiano, mas sou mineiro de Nanuque/MG.

Como me tornei fotógrafo

1976 — Filho de um “retratista” mineiro, já aos 5 anos de idade frequentava o laboratório do pai, e logo depois, com algo em torno dos 6 anos já “ajudava” com as revelações dos filmes, nas ampliações manuais, no arquivamento dos negativos (os enormes 6×6)…

Ali, naquele lugar onde as imagens saltavam do branco do papel, como num milagre, a paixão nasceu!

Era tudo tão diferente de hoje…

Meu pai usava câmeras 6×6, o visor era invertido e tudo aparecia no visor assim, do lado contrário ao que realmente estava, o foco era crítico, o enquadramento então, nem se fala…

Os filmes que se encontravam à venda no interior para esse tipo de câmera só tinham 12 “chapas”… Num casamentão, eram “batidos” 10, 12 rolos de filme… 120 fotos!

1979 — Eu tinha 8 anos quando meu pai começou a me levar nas reportagens. Eu trocava os filmes e cuidava do equipamento: duas Yashica Mat-124G e dois flashes Frata 100. Era uma tremenda responsabilidade trocar os filmes, pois pra quem não sabe como é um filme 120 mm. Ele não tem bobina (aqueles tubinhos em que são acomodados os filmes 135 mm que todo mundo já usou um dia). O filme 120 tem apenas uma proteção de papel por cima do filme (qualquer descuido e está tudo perdido). Meu pai confiava em mim!

Ganhei uma Beirette quando tinha uns 12 anos, lindona, mas não funcionava mais. Brincava com ela, fazendo fotos imaginárias… Andava com ela pendurada no pescoço pra todo lado.

E o tempo foi passando e eu ajudando meu pai nos casamentos, observava em que momentos era importante fotografar (com um filme com tão poucos fotogramas, não se fotografava a torto e a direito como hoje em dia).

1989 — Meu pai deixou de trabalhar com fotografia e foi ser gerente de uma loja.

Aos 19 anos, comecei a trabalhar num banco, e com o meu primeiro salário comprei um par de óculos Ray-Ban caçador e uma câmera Kodak Hobby 35 mm. Fiz muitas fotos inusitadas com essa maquininha… Gastava uma nota peta com laboratório. Morava numa cidade pequena e fiquei conhecido como um fotógrafo amador. Comprei depois uma Zenit 12XP, (um trator) e em seguida uma Zenit 122 (moderna então). Acordava cedinho e ia fotografar o nascer do sol de cima da Pedra do Bueno, uma imensa pedra que fica no meio da cidade… Fotografava insetos, flores, pôr-do-sol, pessoas amigas… até que um dia, um conhecido me procurou e pedir pra fotografar seu casamento. Recusei, pois julgava que o equipamento que eu tinha não seria adequado para fazer algo de tanta responsabilidade.

Inconformando “caquilo”, como diz o bom mineiro, fui a Vitória/ES e comprei uma Canon e uma Minolta. Comparadas às Zenit, eram as Ferraris das câmeras fotográficas. Dias depois, surgiu uma outra oportunidade de começar a fotografar profissionalmente, um casamento, e meu pai lá estava novamente, ajudando com o flash escravo e dando aquele apoio moral.

1994 — Em Setembro de 1994, me tornei fotógrafo profissional.

2004 — Fotografei com filme até o fim de 2004, quando me mudei pra Teixeira de Freitas/BA, onde moro até hoje. Resisti muito à nova tecnologia digital, em parte porque os equipamentos eram muito caros e também por falta de demanda.

Sinceramente, era mais prazeroso fotografar com filme, apesar de ser mais arriscado, apesar de a cada foto feita ser preciso configurar os ajustes da câmera (velocidade – abertura – foco). Não havia photoshop nem nada parecido, então era preciso pensar a foto antes de apertar o botão disparador, (enquadramento, iluminação). Não dava pra corrigir depois… era tudo na raça.

Nessa época, me destaquei dos demais fotógrafos da região toda, não por que eu era o tal, mas porque eu gostava muito de tudo aquilo, eu amava, como ainda amo muito… Eu estudava, lia tudo que podia encontrar, via filmes, artigos em revistas especializadas (que eram poucas), na TV… Em conversas que mantinha com fotógrafos de São Paulo e Belo Horizonte quando ia lá pra ver as novidades em equipamentos e filmes…

Enfim, Deus me abençoou muito, e pude fazer coisas que todos admiravam, e as pessoas confiavam em mim.

Aprendi com meu pai a revelar filmes e fotografias… Aprendi as técnicas e truques no momento de fotografar lendo, imaginando como era feita tal foto, que vi em tal livro ou revista, e testando esse e aquele recurso até conseguir o efeito desejado, gastando tempo e dinheiro suado (gastava muito com filme e revelação).

Sempre buscando inovar e crescer, acertei muitas vezes, errei outras, mas continuo fazendo algo que amo muito e com a benção de Deus, continuarei fazendo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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